A dimensão discursiva dos vitrais evangélicos

Autores

Palavras-chave:

Vitrais, Catolicismo, Protestantismo

Resumo

O objetivo do artigo que ora se apresenta é demonstrar que, enquanto na tradição da arte sacra católica o vitral deu ao espaço de culto uma identidade visual fortemente narrativa, no universo protestante - apesar de ser um agente estético relativamente menos ocorrente - ele tende a apresentar uma função mais discursiva, por conta da prevalência do texto verbal sobre o imagético no Protestantismo. Surgido como forma de arte eminentemente católica na Idade Média tardia, o vitral religioso terá seu esplendor no período gótico, mas não passará incólume pela Modernidade, sob ataque de setores da Reforma Protestante e seus desdobramentos (e mesmo da Contrarreforma católica), vindo a ser posteriormente incorporado ao universo reformado com novos significado e uso. Para evidenciar estas premissas, o texto em questão é ilustrado por um comparativo simples entre dois exemplares de vitrais de igrejas: os vitrais de um templo luterano e os seus congêneres católicos, ambos na cidade de Curitiba-PR.

Biografia do Autor

Ed Marcos Sarro, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)

Doutor em Ciências da Comunicação pela ECA/USP. É professor nos cursos de Design da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), campus Curitiba, lecionando disciplinas de projeto e desenho. Realiza pesquisa de pós-doutorado em Teologia na Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

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Publicado

2023-03-29

Edição

Seção

Sessão Temática: Teologia e Arte